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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Resposta à Questão C: Controlo da inflação


Como será possível controlar a inflação?

O controlo da inflação é conduzido por um dos principais instrumentos da Macroeconomia: a política monetária. Nos países europeus que aderiram ao €uro, a política económica é levada a cabo pelo Banco Central Europeu, que é quem efectua a gestão da moeda, das taxas de juro e do sistema bancário.


O controlo da moeda em circulação é fundamental para a estabilidade dos preços. Se houver grande circulação de moeda, há maior poder de compra e, assim, aumenta a inflação. Neste caso, a política monetária centrar-se-á em aumentar as taxas de juro, que fará diminuir os pedidos de crédito e, logo, a procura de dinheiro. O investimento e o consumo caem. Com menos procura, a inflação desce.

Mas suponhamos que estamos perante uma queda da actividade económica. Neste caso, a política monetária actuará no sentido da redução das taxas de juro, que aumentará a circulação de moeda, estimulando o consumo, o crescimento do produto, a actividade económica.

Resposta à Questão C: Evolução da Taxa de Inflação no Século XXI

Qual a evolução taxa de inflação no século XXI?

O quadro e o gráfico mostram a evolução da Taxa de Inflação, de 2000 a 2006, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Depois de registar um acentuado aumento de 2,9 para 4,4%, a inflação tem vindo a descer desde 2001, sendo o decréscimo mais acentuado o que ocorreu entre 2003 e 2004, de nove décimas de um ponto percentual. De 2004 para 2005, a redução foi quase nula (apenas uma décima de um ponto percentual), prevendo o novo aumento que se verifica a partir de 2005, de 2,3 para 3,1.


Quais os sectores da economia que foram os responsáveis por essa evolução e quais os que contrariaram essa tendência?

Para se proceder à análise dos principais sectores que contribuíram para a formação da taxa de inflação homóloga (taxa que compara o nível do IPC de um mês com o do mesmo mês no ano anterior), usaram-se os valores calculados em Setembro dos vários anos, já que a referência que nos é dada na notícia do Jornal de Negócios é a do contributo dos vários sectores no mês de Setembro. Os dados são do INE.

Em 2003, a maior contribuição para a formação da taxa da inflação homóloga foi dada por três sectores: Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas, Transportes e Restaurantes e hotéis (no conjunto, contribuíram para cerca de 62% do índice total).

A única contribuição negativa foram as Comunicações.

O comportamento dos Transportes e das Comunicações mantem-se, com algumas excepções, nos anos seguintes.

Em Setembro de 2004, o maior contributo foi dado pelos Transportes e pelos Restaurantes e hotéis, que representaram cerca de 47% da variação homóloga total. A maior contribuição negativa foi dada pelo Vestuário e calçado, mas também pelas Comunicações, ainda que de forma menos acentuada.

Em Setembro de 2005, o maior contributo para a formação do IPC foi dado pelos Transportes (54%). O único contributo negativo foi o dos Produtos alimentares e bebidas alcoólicas.

Em Setembro de 2006, os sectores que mais influíram na variação do IPC foram os Produtos Alimentares e bebidas não alcoólicas, Vestuário e calçado e Transportes, com uma contribuição de 53%.

As únicas contribuições negativas foram dadas pelo Vestuário e calçado e pelas Comunicações, que justificaram cerca de 25% na variação do IPC.

De acordo com dados do INE, a Saúde, Habitação, Àgua, Electricidade, Gás e outros combustíveis e os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas justificaram, no seu conjunto, cerca de 52, 4% da variação da taxa de inflação homóloga.

A única contribuição negativa foi dada pelo sector das Comunicações, tal como tinha acontecido, em 2006. Em 2007, acontece pela primeira vez, desde 2003, de o sector dos Transportes não estar entre os que mais contribuíram.

Resposta à Questão C: Importância do Controlo da Taxa de Inflação

Qual a importância para o país do controlo da taxa de inflação?

A inflação corresponde a um aumento generalizado dos preços.

A taxa de inflação é a variação percentual do Índice de Preços ao Consumidor.

A situação ideal para a economia do país é aquela em que os preços são estáveis ou crescem a um ritmo muito lento. A inflação deve ser mantida num nível inferior aos 2%. Samuelson explica que “a maior parte dos países procura portanto uma média virtuosa entre a completa estabilidade dos preços e uma inflação elevada, promovendo uma subida suave dos preços como a melhor forma de permitir que o sistema de preços funcione eficientemente”.

Sem controlo da taxa de inflação não pode existir estabilidade de preços nem do rendimento disponível das famílias. Estes factores influenciam o poder de compra, o consumo e a poupança privada.

Uma inflação muito alta reduz o poder de compra das pessoas, que vêem o seu dinheiro desvalorizar-se dia após dia: a mesma quantidade de dinheiro já não chega para comprar a mesma quantidade de um determinado produto.

Além disso, se os preços se tornam mais altos, a procura dos produtos nacionais no exterior vai reduzir-se, pelo que as exportações decrescem também e o país perde capacidade de competitividade nos mercados internacionais. Se as exportações descem, também o crescimento económico se ressentirá, já que as exportações líquidas são um dos factores que determina o PIB.

Se numa primeira fase, isto afecta apenas as empresas exportadoras, rapidamente se propaga a outras empresas dependentes das primeiras, que forneçam, por exemplo, matéria-prima.

Uma inflação muito alta gera desconfiança face ao dinheiro. Como diz Samuelson, “a rápida variação dos preços distorce as decisões económicas das empresas e dos indivíduos”. Em períodos inflacionistas, os investimentos retraem-se, pois as empresas e mesmo os particulares têm dificuldades em avaliar correctamente a rentabilidade dos mesmos. Como afirma António Eduardo Pereira, “quanto mais o nível da inflação se aproximar da taxa de juro líquida nominal que os aforradores podem obter como remuneração das suas poupanças, menor será a taxa de juro líquida real e, consequentemente, menor será o incentivo à poupança”.

Mas não é só o aumento generalizado dos preços que prejudica o nível de vida das pessoas. A descida geral do nível de preços, isto é, a deflação, também tem consequências negativas. Vejamos porquê: se os preços descem continuadamente, a procura cessa devido à expectativa criada nas pessoas de que no dia seguinte os preços estarão ainda mais baixos; as empresas perdem lucro e, como consequência, despedem pessoal, aumentando o desemprego…o crescimento económico regride.

Já preços estáveis criam confiança na economia, pelo que há mais investimentos das empresas, maior crescimento económico e mais emprego.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Questão C: Inflação

Jornal de Negócios, 15 de Outubro 2007

Inflação permanece nos 2,1% em Setembro

A taxa de inflação em Portugal ficou inalterada nos 2,1% em Setembro, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A Saúde, a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 52,4% da variação registada pelo IPC."A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga"; refere o INE.

Perguntas:

*Qual a importância para o país do controlo da taxa de inflação?

*Qual a evolução dessa taxa no século XXI?

*Quais os sectores da economia que foram os responsáveis por essa evolução e quais os que contrariaram essa tendência?

*Como será possível controlar a inflação?

Resposta à Questão B: A evolução do perfil do desempregado

Sexo
Segundo dados do INE, ocorreu um aumento do número de mulheres desempregadas superior ao aumento do número de homens desempregados nos últimos anos.

Habilitações
Ao nível das habilitações o aumento mais significativo regista-se nos licenciados. Já o número de desempregados com um nível de escolaridade correspondente ao ensino secundário e pós- secundário diminuiu.

Idade
O desemprego dos jovens dos 15 aos 24 anos diminuiu, enquanto nas outras idades o desemprego aumentou, especialmente nos desempregados com mais de 45 anos.

Sector
O número de desempregados há procura do novo emprego aumentou em 31,1 mil indivíduos em relação ao ano passado, 28 mil dos quais são provenientes do sector terciário.


Taxa de desemprego por sexo

Resposta à Questão B: Factores que poderão explicar o aumento das taxas de actividade e de desemprego

A crescente entrada das mulheres no mercado de trabalho, a imigração e o aumento populacional são alguns dos factores que melhor explicam a subida da taxa de actividade.

O progresso tecnológico e o aumento de stock de capital são dois factores que fazem aumentar o número de postos de trabalho. Mas atenção que a inovação também pode contribuir para o desemprego porque torna obsoletos alguns postos de trabalho.

Com o aumento da taxa de actividade seria de esperar que os salários baixassem para que se possam contratar mais pessoas.

No entanto, por um lado, os patrões, geralmente, preferem pagar mais a quem já está na empresa do que contratar pessoal novo. A este salário dá-se o nome de salário de eficiência. É uma espécie de motivação para o trabalhador, o custo de perder aquele emprego torna-se maior devido à improbabilidade de encontrar outro tão bom.
O salário de eficiência é, portanto, um factor que contribui para o aumento do desemprego.

Por outro, lado, os sindicatos impedem a baixa de salários para manter o poder negocial dos trabalhadores.

Para além disso existe um salário mínimo que contribui para a rigidez dos salários.

De certa forma, os sindicatos defendem os interesses dos empregados à custa dos desempregados. No entanto as pessoas empregadas também suportam os custos do desemprego.
Um exemplo disso é o subsídio de desemprego. A duração e o montante do subsídio podem ser um grande motivador do desemprego, se ambos forem elevados.


Outros factores que contribuem para o aumento do desemprego são a falta de informação sobre o mercado de trabalho e a falta de incentivos para a procura de emprego.

Resposta à Questão B: Evolução da Taxa de Actividade e da Taxa de Desemprego

O que é a taxa de actividade?

É a percentagem da população que tem ou procura emprego, por isso, é calculada dividindo o número de activos pela população total. Para dar a percentagem multiplica-se por 100.


E a taxa de desemprego?


Diz-nos a percentagem de desempregados na população activa. Divide-se, portanto, o número de desempregados pelo número de activos e depois multiplica-se por 100.












Tanto a taxa de actividade como a taxa de desemprego têm vindo a subir nos últimos anos. De 2000 a 2006 verifica-se uma subida de 1,7 pontos percentuais na taxa de actividade e uma subida de 3,9 pontos percentuais na taxa de desemprego.

Como se pode verificar, o crescimento de número de desempregados é mais acentuado do que o aumento do número de pessoas activas.

Dados do INE estimam que no terceiro trimestre de 2007 a taxa de desemprego tenha subido para 7,9%, mais 0,5 pontos percentuais que a taxa do mesmo trimestre no ano passado (taxa homóloga).A taxa de actividade estima-se que tenha subido para 62,9%, ou seja, um crescimento em 0,3 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2006.

Resposta à Questão B: População Activa, População Inactiva, Desempregado e Empregado

Para se perceber de onde vêm as taxas de actividade e as taxas de desemprego é preciso, em primeiro lugar, perceber quem faz, afinal, parte da população activa e que quem faz parte da população inactiva. De seguida é importante apreender que o conceito de desempregado não é assim tão básico como isso e obedece a três condições.

Desempregado é o indivíduo, que num período de referência, não possui emprego, está activamente à procura de emprego dando provas disso no Centro de Emprego e está apto e disponível para trabalhar.

Empregados são todos aqueles que exercem uma actividade remunerada, ou seja, que têm um emprego.

À população activa correspondem todas as pessoas, que num período de referência, manifestam disponibilidade para trabalhar. Ou seja, os activos são a mão-de-obra disponível para produzir bens e serviços que entram no circuito económico.

Como se pode ver no diagrama, a população activa engloba os desempregados e os empregados.

Todos os indivíduos que, no período de referência, não estão empregados nem desempregados são considerados inactivos. Inclui todos aqueles que não estão aptos para trabalhar ou que não procuram emprego.

Se você não tem emprego mas também não está à procura não é desempregado, é inactivo.

Se lhe é oferecido um emprego mas não o aceita porque considera o salário insuficiente não é desempregado, é inactivo.

Se é estudante, reformado ou criança é inactivo.

Questão B: Desemprego

DN, 17 de Novembro de 2007

Desemprego cresce com mais gente disponível para trabalhar

A economia portuguesa continua a mostrar-se incapaz de dar resposta ao aumento da população activa, ou seja, o universo de pessoas que estão disponíveis para trabalhar. No terceiro trimestre deste ano, o número de empregados cresceu 0,3% em termos homólogos, menos do que a população activa, que aumentou 0,7%. Resultado: o número de desempregados subiu 6,5% para 444,4 mil, próximo do máximo histórico de 460 mil, atingido no 1º trimestre deste ano. No total, são mais 27 mil desempregados do que em igual período do ano passado.

Mas quem são estes novos desempregados? Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), são mais mulheres do que homens e a maioria tem mais de 45 anos. Embora o número de licenciados não seja negligenciável, são sobretudo pessoas com um baixo nível de qualificação que perderam o emprego no último ano. E quase todos trabalham no sector dos serviços.


Perguntas:

*Qual a diferença entre activos/inactivos, empregados/desempregados?

*Qual a evolução da taxa de actividade e da taxa de desemprego nos últimos anos, em Portugal?

*Que factores poderão explicar esse comportamento?

*Qual a evolução ocorrida em termos do perfil dos desempregados?


Resposta à Questão A

Qual a evolução da actividade económica desde o início do século XXI?

*estimativa do Banco de Portugal


No quadro e no gráfico, é apresentada a evolução do Produto Interno Bruto a preços constantes, entre 2000 e 2007, de acordo com dados do Banco de Portugal. Por preços constantes entende-se que o PIB é calculado tendo como base o Índice de Preço ao Consumidor de um determinado ano base (neste caso, 2000). Assim, é retirado ao PIB o efeito da inflação dos anos seguintes a 2000, obtendo-se o PIB real e não a preços do mercado/correntes.

O PIB regista um decréscimo acentuado de 2000 até 2003, altura em que atinge valores negativos (-1.2). Em 2004, verifica-se uma recuperação para 1.3, mas logo em 2005 volta a descer um ponto percentual. De 2005 até 2006, o PIB cresce de 0.3 para 1.2, mas a partir de 2006 abranda o crescimento.



Qual a evolução, nos últimos anos, do contributo da procura externa e das várias componentes da procura interna para o crescimento?


Em primeiro lugar, importa esclarecer quais as componentes que influem no Produto Interno Bruto.

O PIB é igual à soma da Procura Interna e das Exportações Líquidas.

Consumo Privado, Consumo Público e Investimentos são as três componentes que constituem a Procura Interna.

Já Exportações Líquidas é o valor da diferença entre Exportações e Importações

Nos últimos anos, os contributos da Procura Interna e das Exportações Líquidas para o PIB variam acentuadamente de ano para ano. O quadro e gráfico mostram essa evolução, de acordo com dados do Banco de Portugal.

O PIB registou decréscimos sucessivos de 2000 até 2003, atingindo -1,2. Em 2004, regista-se finalmente um crescimento do PIB, para 1,3. Este crescimento deveu-se essencialmente ao contributo da Procura Interna (2,2), já que as Exportações Líquidas revelam resultados negativos (-0,9).

Em 2005, o PIB sofre novo decréscimo (0,3), apesar de não chegar a valores negativos. A regressão do PIB deve-se à redução da Procura Interna (0,7), mas o facto de não atingir valores negativos justifica-se pela diminuição do contributo negativo das Exportações Líquidas, que passou de -0,9 para -0,3.

Em 2006, o PIB aumenta nove décimas de um ponto percentual, um crescimento que se deveu essencialmente ao contributo das Exportações Líquidas: mais de três quartos do crescimento do PIB foram responsabilidade das Exportações Líquidas, tal como diz a notícia do Público, baseada no Boletim Económico de Outono, publicado pelo Banco de Portugal, e como se constata no gráfico e na tabela.

Em 2007, ao contrário do que previa o Banco de Portugal no Boletim Económico do Verão, o contributo da Procura Interna foi o dobro do das Exportações Líquidas.


Questão A: Crescimento Económico

Público, 15.11.2007

Segundo Banco de Portugal, investimento recupera

Exportações já não são motor da retoma económica

Durou apenas um ano o período em que Portugal cresceu com o principal contributo a vir da procura externa líquida (exportações menos importações), o padrão considerado pelos economistas como o mais saudável para a economia portuguesa.

Ontem, no boletim económico de Outono, o Banco de Portugal manteve a sua estimativa de crescimento do PIB este ano em 1,8 por cento (a mesma que o Governo), mas corrigiu de forma significativa as componentes desse crescimento. Afinal as exportações vão crescer menos que o previsto e, em compensação, o investimento vai crescer mais. O resultado é que, da taxa de variação do PIB de 1,8 por cento, 1,2 pontos são garantidos pela procura interna e 0,6 pontos pela procura externa líquida.

Em 2006, mais de três quartos do crescimento tinham sido responsabilidade da evolução do nosso comércio com o exterior e, para este ano, o Banco de Portugal previa no boletim apresentado no Verão que os contributos da procura interna e externa fossem iguais.


Perguntas:

*Qual a evolução da actividade económica desde o início do século XXI?

*Qual a evolução nos últimos anos do contributo da procura externa e das várias componentes da procura interna para o crescimento?

Pensar Portugal

Final do semestre à porta e novo trabalho de Introdução à Economia para entregar. Desta vez, vamos versar sobre Macroeconomia.

Um grupo de cidadãos portugueses criou um movimento chamado “Pensar Portugal”. Sem ter uma ideologia política definida, esse movimento pretende ser um fórum de discussão aberto sobre o modelo económico-social de Portugal.

Para leigos e não só, o espaço que se segue pretende responder a algumas questões que se prendem com o Portugal económico. A discussão parte de notícias publicadas em jornais portugueses...

Crescimento económico, desemprego e inflacção são os temas em destaque este mês.

Inicie-se o debate.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Questão e Resposta 2 c)

c) Relacione os valores das produtividades com os valores dos custos.



RESPOSTA:


Quando a produtividade média atinge o máximo (13), o custo total médio atinge o mínimo (35,58), o que significa que o factor de produção variável (os trabalhadores) está a ser usado com a máxima eficiência. Assim, o máximo de eficiência é conseguido quando são usados 4 trabalhadores. A partir deste número, o aumento de output (quantidade produzida) já não justifica o aumento de inputs (trabalhadores). Não faz, então, sentido continuar a introduzir mais trabalhadores, a não ser que se altere tudo o resto que se assume como constante.

O mesmo se verifica com a produtividade marginal: quando esta atinge o máximo (15), os custos marginais atingem o mínimo (26,67), o que acontece quando são usados 3 trabalhadores. A partir deste ponto, à medida que se acrescentar uma unidade ao factor de produção variável (os trabalhadores), a produtividade marginal começa a regredir, o que quer dizer que a taxa de crescimento da produção total decresce também. Começa-se, então, a verificar a Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes.



*Segundo Samuelson, o custo marginal representa o custo adicional, ou suplementar, que ocorre aquando da produção adicional de uma unidade de produto. Tendo como base esta definição, decidimos não calcular os custos marginais quando a produção total decresce de 65 para 64, já que não existe produção adicional, mas sim o contrário. Caso tivéssemos calculado os custos marginais, ao acrescentar o 8º factor de produção, o resultado seria -400.

Se tivéssemos utilizado este valor no gráfico, não se verificaria a regra que diz que o custo marginal é maior que o custo variável médio e que custo total médio na fase ascendente destes. Apesar de tanto o CTM como o CVM continuarem a crescer, o custo marginal cairia para valores negativos e, logo, estaria abaixo do CVM e do CTM, o que, como já se disse, não seria correcto.

Contudo, esta queda do Custo Marginal para valores negativos justifica-se pelo facto de a Produção Total ter regredido, o que não tinha acontecido até à utilização do 8º factor de produção variável, isto é, a produção passou de 65 para 64.

Questão e Resposta 2 b)

b) Considere que o agricultor paga anualmente ao proprietário da terra 3000 Euros e paga 400 Euros a cada trabalhador. Elabore um quadro onde figurem os custos fixos, custos variáveis e custos totais da exploração agrícola. Construa outro quadro com o custo variável médio, custo fixo médio, custo total médio e custo marginal e proceda à representação gráfica destas 4 funções.



RESPOSTA:


Salário/mês = 400 €
Renda/ano = 3000 €
Renda/mês = 3000/12 = 250 €



Quadro 1 : CustoFixo, Custo Variável e Custo Total
Gráfico 1: CustoFixo, Custo Variável e Custo Total

Quadro 2: Custo Variável Médio, Custo Fixo Médio, Custo Total Médio, Custo Marginal

Gráfico 2: Custo Variável Médio, Custo Fixo Médio, Custo Total Médio

Gráfico 3: Custo Marginal

Questão e Resposta 2 a)

a) Elabore um quadro e represente graficamente os valores da produtividade marginal, produtividade média e produto total. Comente a evolução das diferentes produtividades e proceda à sua representação gráfica.



RESPOSTA:


A evolução das diferentes produtividades mostra um comportamento típico do Período Curto. O aumento sucessivo do número de trabalhadores (o factor variável) tendo, ao mesmo tempo, um outro factor fixo, e mantendo tudo o resto constante (caeteris paribus), leva a acréscimos cada vez menores da produtividade:

* a produção total evolui com acréscimos cada vez menores até atingir o valor máximo de 65, começando então a regredir;

* a produtividade marginal (que, neste caso, não é mais do que a variação absoluta da produção total, já que a variação absoluta do número de trabalhadores é sempre igual a 1) reflecte o comportamento da produção total, isto é, se os acréscimos da produção total são cada vez menores, também o serão os da produtividade marginal, que atinge o seu pico no valor 15 (quando são usados 3 trabalhadores), começando então a regredir até atingir um valor negativo. A partir deste ponto, os rendimentos marginais são, portanto, decrescentes;

* a produtividade média cresce também até ao valor 13 (quando são usados 3 trabalhadores), mantendo-se quando são usados 4 trabalhadores, começando a decrescer quando é introduzido mais uma unidade de factor variável.

A análise da evolução das diferentes produtividades confirma ainda uma outra regra: quando a Produtividade Marginal é maior que a Produtividade Média, a última cresce; quando a Produtividade Média atinge o máximo (13), a linha desta cruza-se com a linha da Produtividade Marginal; quando a Produtividade Marginal é menor do que a Produtividade Média, a última decresce.

Questão 2

Suponha que um agricultor tem uma propriedade de searas de trigo com 8 Hectares e que no ano de 2003 a relação entre o número de trabalhadores e a produção de trigo foi a seguinte:

Longo Prazo

RESPOSTA:


Longo Prazo



No longo prazo, o preço volta ao seu valor inicial (0,68).

De acordo com o que nos é dito no texto, a oferta exibe uma elasticidade infinita, o que quer dizer que mudanças nos preços, por mais pequenas que sejam, levam a grandes variações na quantidade oferecida. Os produtores de café têm, agora, maior controlo sobre os factores de produção. A curva desloca-se para baixo e torna-se horizontal.

Com a descida do preço e, se tudo o resto se mantiver constante, a procura deverá aumentar, deslocando-se a curva para a direita. Assim, a procura torna-se mais elástica, já que com preços menores e, mantendo-se tudo o resto constante, a quantidade procurada tenderá a aumentar. Uma maior elasticidade da procura é, aliás, uma característica do longo prazo para determinados bens, já que permite às pessoas ajustarem os seus padrões de consumo.

Assim, o preço de equilíbrio desloca-se para a direita e para baixo, em relação ao médio prazo. Isto justifica-se pela descida dos preços e pelo aumento da procura que essa descida desencadeia: para cada valor de quantidade oferecida e procurada, o preço desce.

Médio Prazo

RESPOSTA:


Médio Prazo

No médio prazo, é-nos dito no texto que o preço da libra de café desce para 1,48, um valor ainda assim superior ao de 1975. Este decréscimo justifica-se pelo aumento da oferta, uma vez que aparecem novas plantas de café, e pela queda da procura, visto que os consumidores reagem finalmente à subida dos preços e adquirem novos hábitos – a isto chama-se efeito de substituição.


Assim, a curva da oferta desloca-se para baixo (devido à descida dos preços) e para a direita (já que aumentou a quantidade oferecida). A curva é muito mais elástica que a do curto prazo porque uma pequena variação do preço, vai ter, agora, maior influência na variação da quantidade oferecida, visto que o número de plantas (matéria prima) aumentou. Logo a quantidade oferecida aumentará devido ao aumento de preços.

Quanto à procura, esta torna-se mais elástica, já que há uma resposta à subida dos preços, isto é, a quantidade procurada diminui. A curva desloca-se para a esquerda.

O preço de equilíbrio desce, portanto, em relação ao do curto prazo, não só porque para cada valor de quantidade oferecida, o preço desce, mas também porque os consumidores já não estão dispostos a pagar tanto como anteriormente.

Curto Prazo


RESPOSTA:


Curto Prazo

No curto prazo, verifica-se uma diminuição da oferta, devido ao mau tempo que afectou os cafezais brasileiros. Ora, diminuindo a oferta e mantendo-se a procura, os preços aumentam (de 0,68 para 2,70 dólares).


Em relação ao ano base (1975), a curva da oferta desloca-se, portanto, para a esquerda (visto a quantidade oferecida diminuir) e para cima (uma vez que o preço aumenta). Assim, para cada valor de quantidade oferecida, o preço será muito superior ao de 1975.


A curva da oferta é muito rígida porque, como é habitual no curto prazo, os produtores são incapazes de aumentar os seus factores de produção de trabalho, neste caso, as plantas de café. Logo, o aumento dos preço não influi na quantidade oferecida.


A procura, por seu lado, manteve-se devido ao “facto dos consumidores não conseguirem alterar rapidamente os seus hábitos”. A procura é, portanto, muito rígida/inelástica, o que quer dizer que a quantidade procurada não é influenciada pelas oscilações do preço. Esta é, aliás, uma tendência que se verifica usualmente no período curto, pois as pessoas não têm tempo para se adaptarem e reagirem às variações do preço. A procura inelástica representa-se numa recta vertical.

O preço de equilíbrio, sendo o ponto de intersecção das duas linhas, isto é, o preço a que a quantidade oferecida e procurada são iguais, evidencia os fenómenos indicados anteriormente: o preço de equilíbrio será sempre aquele a que é vendido o café, já que os consumidores estão dispostos, no curto prazo, a pagar qualquer preço.


Questão 1 b)

b) Com base nas diferentes elasticidades-preço da oferta e da procura, explique o comportamento do preço de equilíbrio do mercado de café nos 3 diferentes horizontes temporais sugeridos no texto (curto, médio e longo prazos). Acompanhe a sua resposta de ilustrações gráficas.