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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Resposta à Questão C: Controlo da inflação


Como será possível controlar a inflação?

O controlo da inflação é conduzido por um dos principais instrumentos da Macroeconomia: a política monetária. Nos países europeus que aderiram ao €uro, a política económica é levada a cabo pelo Banco Central Europeu, que é quem efectua a gestão da moeda, das taxas de juro e do sistema bancário.


O controlo da moeda em circulação é fundamental para a estabilidade dos preços. Se houver grande circulação de moeda, há maior poder de compra e, assim, aumenta a inflação. Neste caso, a política monetária centrar-se-á em aumentar as taxas de juro, que fará diminuir os pedidos de crédito e, logo, a procura de dinheiro. O investimento e o consumo caem. Com menos procura, a inflação desce.

Mas suponhamos que estamos perante uma queda da actividade económica. Neste caso, a política monetária actuará no sentido da redução das taxas de juro, que aumentará a circulação de moeda, estimulando o consumo, o crescimento do produto, a actividade económica.

Resposta à Questão C: Importância do Controlo da Taxa de Inflação

Qual a importância para o país do controlo da taxa de inflação?

A inflação corresponde a um aumento generalizado dos preços.

A taxa de inflação é a variação percentual do Índice de Preços ao Consumidor.

A situação ideal para a economia do país é aquela em que os preços são estáveis ou crescem a um ritmo muito lento. A inflação deve ser mantida num nível inferior aos 2%. Samuelson explica que “a maior parte dos países procura portanto uma média virtuosa entre a completa estabilidade dos preços e uma inflação elevada, promovendo uma subida suave dos preços como a melhor forma de permitir que o sistema de preços funcione eficientemente”.

Sem controlo da taxa de inflação não pode existir estabilidade de preços nem do rendimento disponível das famílias. Estes factores influenciam o poder de compra, o consumo e a poupança privada.

Uma inflação muito alta reduz o poder de compra das pessoas, que vêem o seu dinheiro desvalorizar-se dia após dia: a mesma quantidade de dinheiro já não chega para comprar a mesma quantidade de um determinado produto.

Além disso, se os preços se tornam mais altos, a procura dos produtos nacionais no exterior vai reduzir-se, pelo que as exportações decrescem também e o país perde capacidade de competitividade nos mercados internacionais. Se as exportações descem, também o crescimento económico se ressentirá, já que as exportações líquidas são um dos factores que determina o PIB.

Se numa primeira fase, isto afecta apenas as empresas exportadoras, rapidamente se propaga a outras empresas dependentes das primeiras, que forneçam, por exemplo, matéria-prima.

Uma inflação muito alta gera desconfiança face ao dinheiro. Como diz Samuelson, “a rápida variação dos preços distorce as decisões económicas das empresas e dos indivíduos”. Em períodos inflacionistas, os investimentos retraem-se, pois as empresas e mesmo os particulares têm dificuldades em avaliar correctamente a rentabilidade dos mesmos. Como afirma António Eduardo Pereira, “quanto mais o nível da inflação se aproximar da taxa de juro líquida nominal que os aforradores podem obter como remuneração das suas poupanças, menor será a taxa de juro líquida real e, consequentemente, menor será o incentivo à poupança”.

Mas não é só o aumento generalizado dos preços que prejudica o nível de vida das pessoas. A descida geral do nível de preços, isto é, a deflação, também tem consequências negativas. Vejamos porquê: se os preços descem continuadamente, a procura cessa devido à expectativa criada nas pessoas de que no dia seguinte os preços estarão ainda mais baixos; as empresas perdem lucro e, como consequência, despedem pessoal, aumentando o desemprego…o crescimento económico regride.

Já preços estáveis criam confiança na economia, pelo que há mais investimentos das empresas, maior crescimento económico e mais emprego.


quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Questão C: Inflação

Jornal de Negócios, 15 de Outubro 2007

Inflação permanece nos 2,1% em Setembro

A taxa de inflação em Portugal ficou inalterada nos 2,1% em Setembro, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A Saúde, a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 52,4% da variação registada pelo IPC."A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga"; refere o INE.

Perguntas:

*Qual a importância para o país do controlo da taxa de inflação?

*Qual a evolução dessa taxa no século XXI?

*Quais os sectores da economia que foram os responsáveis por essa evolução e quais os que contrariaram essa tendência?

*Como será possível controlar a inflação?