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sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Longo Prazo

RESPOSTA:


Longo Prazo



No longo prazo, o preço volta ao seu valor inicial (0,68).

De acordo com o que nos é dito no texto, a oferta exibe uma elasticidade infinita, o que quer dizer que mudanças nos preços, por mais pequenas que sejam, levam a grandes variações na quantidade oferecida. Os produtores de café têm, agora, maior controlo sobre os factores de produção. A curva desloca-se para baixo e torna-se horizontal.

Com a descida do preço e, se tudo o resto se mantiver constante, a procura deverá aumentar, deslocando-se a curva para a direita. Assim, a procura torna-se mais elástica, já que com preços menores e, mantendo-se tudo o resto constante, a quantidade procurada tenderá a aumentar. Uma maior elasticidade da procura é, aliás, uma característica do longo prazo para determinados bens, já que permite às pessoas ajustarem os seus padrões de consumo.

Assim, o preço de equilíbrio desloca-se para a direita e para baixo, em relação ao médio prazo. Isto justifica-se pela descida dos preços e pelo aumento da procura que essa descida desencadeia: para cada valor de quantidade oferecida e procurada, o preço desce.

Médio Prazo

RESPOSTA:


Médio Prazo

No médio prazo, é-nos dito no texto que o preço da libra de café desce para 1,48, um valor ainda assim superior ao de 1975. Este decréscimo justifica-se pelo aumento da oferta, uma vez que aparecem novas plantas de café, e pela queda da procura, visto que os consumidores reagem finalmente à subida dos preços e adquirem novos hábitos – a isto chama-se efeito de substituição.


Assim, a curva da oferta desloca-se para baixo (devido à descida dos preços) e para a direita (já que aumentou a quantidade oferecida). A curva é muito mais elástica que a do curto prazo porque uma pequena variação do preço, vai ter, agora, maior influência na variação da quantidade oferecida, visto que o número de plantas (matéria prima) aumentou. Logo a quantidade oferecida aumentará devido ao aumento de preços.

Quanto à procura, esta torna-se mais elástica, já que há uma resposta à subida dos preços, isto é, a quantidade procurada diminui. A curva desloca-se para a esquerda.

O preço de equilíbrio desce, portanto, em relação ao do curto prazo, não só porque para cada valor de quantidade oferecida, o preço desce, mas também porque os consumidores já não estão dispostos a pagar tanto como anteriormente.

Curto Prazo


RESPOSTA:


Curto Prazo

No curto prazo, verifica-se uma diminuição da oferta, devido ao mau tempo que afectou os cafezais brasileiros. Ora, diminuindo a oferta e mantendo-se a procura, os preços aumentam (de 0,68 para 2,70 dólares).


Em relação ao ano base (1975), a curva da oferta desloca-se, portanto, para a esquerda (visto a quantidade oferecida diminuir) e para cima (uma vez que o preço aumenta). Assim, para cada valor de quantidade oferecida, o preço será muito superior ao de 1975.


A curva da oferta é muito rígida porque, como é habitual no curto prazo, os produtores são incapazes de aumentar os seus factores de produção de trabalho, neste caso, as plantas de café. Logo, o aumento dos preço não influi na quantidade oferecida.


A procura, por seu lado, manteve-se devido ao “facto dos consumidores não conseguirem alterar rapidamente os seus hábitos”. A procura é, portanto, muito rígida/inelástica, o que quer dizer que a quantidade procurada não é influenciada pelas oscilações do preço. Esta é, aliás, uma tendência que se verifica usualmente no período curto, pois as pessoas não têm tempo para se adaptarem e reagirem às variações do preço. A procura inelástica representa-se numa recta vertical.

O preço de equilíbrio, sendo o ponto de intersecção das duas linhas, isto é, o preço a que a quantidade oferecida e procurada são iguais, evidencia os fenómenos indicados anteriormente: o preço de equilíbrio será sempre aquele a que é vendido o café, já que os consumidores estão dispostos, no curto prazo, a pagar qualquer preço.