sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Questão e Resposta 2 c)

c) Relacione os valores das produtividades com os valores dos custos.



RESPOSTA:


Quando a produtividade média atinge o máximo (13), o custo total médio atinge o mínimo (35,58), o que significa que o factor de produção variável (os trabalhadores) está a ser usado com a máxima eficiência. Assim, o máximo de eficiência é conseguido quando são usados 4 trabalhadores. A partir deste número, o aumento de output (quantidade produzida) já não justifica o aumento de inputs (trabalhadores). Não faz, então, sentido continuar a introduzir mais trabalhadores, a não ser que se altere tudo o resto que se assume como constante.

O mesmo se verifica com a produtividade marginal: quando esta atinge o máximo (15), os custos marginais atingem o mínimo (26,67), o que acontece quando são usados 3 trabalhadores. A partir deste ponto, à medida que se acrescentar uma unidade ao factor de produção variável (os trabalhadores), a produtividade marginal começa a regredir, o que quer dizer que a taxa de crescimento da produção total decresce também. Começa-se, então, a verificar a Lei dos Rendimentos Marginais Decrescentes.



*Segundo Samuelson, o custo marginal representa o custo adicional, ou suplementar, que ocorre aquando da produção adicional de uma unidade de produto. Tendo como base esta definição, decidimos não calcular os custos marginais quando a produção total decresce de 65 para 64, já que não existe produção adicional, mas sim o contrário. Caso tivéssemos calculado os custos marginais, ao acrescentar o 8º factor de produção, o resultado seria -400.

Se tivéssemos utilizado este valor no gráfico, não se verificaria a regra que diz que o custo marginal é maior que o custo variável médio e que custo total médio na fase ascendente destes. Apesar de tanto o CTM como o CVM continuarem a crescer, o custo marginal cairia para valores negativos e, logo, estaria abaixo do CVM e do CTM, o que, como já se disse, não seria correcto.

Contudo, esta queda do Custo Marginal para valores negativos justifica-se pelo facto de a Produção Total ter regredido, o que não tinha acontecido até à utilização do 8º factor de produção variável, isto é, a produção passou de 65 para 64.

Questão e Resposta 2 b)

b) Considere que o agricultor paga anualmente ao proprietário da terra 3000 Euros e paga 400 Euros a cada trabalhador. Elabore um quadro onde figurem os custos fixos, custos variáveis e custos totais da exploração agrícola. Construa outro quadro com o custo variável médio, custo fixo médio, custo total médio e custo marginal e proceda à representação gráfica destas 4 funções.



RESPOSTA:


Salário/mês = 400 €
Renda/ano = 3000 €
Renda/mês = 3000/12 = 250 €



Quadro 1 : CustoFixo, Custo Variável e Custo Total
Gráfico 1: CustoFixo, Custo Variável e Custo Total

Quadro 2: Custo Variável Médio, Custo Fixo Médio, Custo Total Médio, Custo Marginal

Gráfico 2: Custo Variável Médio, Custo Fixo Médio, Custo Total Médio

Gráfico 3: Custo Marginal

Questão e Resposta 2 a)

a) Elabore um quadro e represente graficamente os valores da produtividade marginal, produtividade média e produto total. Comente a evolução das diferentes produtividades e proceda à sua representação gráfica.



RESPOSTA:


A evolução das diferentes produtividades mostra um comportamento típico do Período Curto. O aumento sucessivo do número de trabalhadores (o factor variável) tendo, ao mesmo tempo, um outro factor fixo, e mantendo tudo o resto constante (caeteris paribus), leva a acréscimos cada vez menores da produtividade:

* a produção total evolui com acréscimos cada vez menores até atingir o valor máximo de 65, começando então a regredir;

* a produtividade marginal (que, neste caso, não é mais do que a variação absoluta da produção total, já que a variação absoluta do número de trabalhadores é sempre igual a 1) reflecte o comportamento da produção total, isto é, se os acréscimos da produção total são cada vez menores, também o serão os da produtividade marginal, que atinge o seu pico no valor 15 (quando são usados 3 trabalhadores), começando então a regredir até atingir um valor negativo. A partir deste ponto, os rendimentos marginais são, portanto, decrescentes;

* a produtividade média cresce também até ao valor 13 (quando são usados 3 trabalhadores), mantendo-se quando são usados 4 trabalhadores, começando a decrescer quando é introduzido mais uma unidade de factor variável.

A análise da evolução das diferentes produtividades confirma ainda uma outra regra: quando a Produtividade Marginal é maior que a Produtividade Média, a última cresce; quando a Produtividade Média atinge o máximo (13), a linha desta cruza-se com a linha da Produtividade Marginal; quando a Produtividade Marginal é menor do que a Produtividade Média, a última decresce.

Questão 2

Suponha que um agricultor tem uma propriedade de searas de trigo com 8 Hectares e que no ano de 2003 a relação entre o número de trabalhadores e a produção de trigo foi a seguinte:

Longo Prazo

RESPOSTA:


Longo Prazo



No longo prazo, o preço volta ao seu valor inicial (0,68).

De acordo com o que nos é dito no texto, a oferta exibe uma elasticidade infinita, o que quer dizer que mudanças nos preços, por mais pequenas que sejam, levam a grandes variações na quantidade oferecida. Os produtores de café têm, agora, maior controlo sobre os factores de produção. A curva desloca-se para baixo e torna-se horizontal.

Com a descida do preço e, se tudo o resto se mantiver constante, a procura deverá aumentar, deslocando-se a curva para a direita. Assim, a procura torna-se mais elástica, já que com preços menores e, mantendo-se tudo o resto constante, a quantidade procurada tenderá a aumentar. Uma maior elasticidade da procura é, aliás, uma característica do longo prazo para determinados bens, já que permite às pessoas ajustarem os seus padrões de consumo.

Assim, o preço de equilíbrio desloca-se para a direita e para baixo, em relação ao médio prazo. Isto justifica-se pela descida dos preços e pelo aumento da procura que essa descida desencadeia: para cada valor de quantidade oferecida e procurada, o preço desce.

Médio Prazo

RESPOSTA:


Médio Prazo

No médio prazo, é-nos dito no texto que o preço da libra de café desce para 1,48, um valor ainda assim superior ao de 1975. Este decréscimo justifica-se pelo aumento da oferta, uma vez que aparecem novas plantas de café, e pela queda da procura, visto que os consumidores reagem finalmente à subida dos preços e adquirem novos hábitos – a isto chama-se efeito de substituição.


Assim, a curva da oferta desloca-se para baixo (devido à descida dos preços) e para a direita (já que aumentou a quantidade oferecida). A curva é muito mais elástica que a do curto prazo porque uma pequena variação do preço, vai ter, agora, maior influência na variação da quantidade oferecida, visto que o número de plantas (matéria prima) aumentou. Logo a quantidade oferecida aumentará devido ao aumento de preços.

Quanto à procura, esta torna-se mais elástica, já que há uma resposta à subida dos preços, isto é, a quantidade procurada diminui. A curva desloca-se para a esquerda.

O preço de equilíbrio desce, portanto, em relação ao do curto prazo, não só porque para cada valor de quantidade oferecida, o preço desce, mas também porque os consumidores já não estão dispostos a pagar tanto como anteriormente.

Curto Prazo


RESPOSTA:


Curto Prazo

No curto prazo, verifica-se uma diminuição da oferta, devido ao mau tempo que afectou os cafezais brasileiros. Ora, diminuindo a oferta e mantendo-se a procura, os preços aumentam (de 0,68 para 2,70 dólares).


Em relação ao ano base (1975), a curva da oferta desloca-se, portanto, para a esquerda (visto a quantidade oferecida diminuir) e para cima (uma vez que o preço aumenta). Assim, para cada valor de quantidade oferecida, o preço será muito superior ao de 1975.


A curva da oferta é muito rígida porque, como é habitual no curto prazo, os produtores são incapazes de aumentar os seus factores de produção de trabalho, neste caso, as plantas de café. Logo, o aumento dos preço não influi na quantidade oferecida.


A procura, por seu lado, manteve-se devido ao “facto dos consumidores não conseguirem alterar rapidamente os seus hábitos”. A procura é, portanto, muito rígida/inelástica, o que quer dizer que a quantidade procurada não é influenciada pelas oscilações do preço. Esta é, aliás, uma tendência que se verifica usualmente no período curto, pois as pessoas não têm tempo para se adaptarem e reagirem às variações do preço. A procura inelástica representa-se numa recta vertical.

O preço de equilíbrio, sendo o ponto de intersecção das duas linhas, isto é, o preço a que a quantidade oferecida e procurada são iguais, evidencia os fenómenos indicados anteriormente: o preço de equilíbrio será sempre aquele a que é vendido o café, já que os consumidores estão dispostos, no curto prazo, a pagar qualquer preço.


Questão 1 b)

b) Com base nas diferentes elasticidades-preço da oferta e da procura, explique o comportamento do preço de equilíbrio do mercado de café nos 3 diferentes horizontes temporais sugeridos no texto (curto, médio e longo prazos). Acompanhe a sua resposta de ilustrações gráficas.

Questão e Resposta 1 a)

a) Construa um número índice com a evolução dos preços para o período de 1975 a 1978, considerando o primeiro ano como o ano base. Determine a taxa de crescimento média anual para o período.


RESPOSTA:
Para construir o número índice, tornou-se o valor de 1975 o valor base, ou seja, 0,68 equivale a 100. De seguida, procedeu-se aos seguintes cálculos, baseados em regras de três simples, que basicamente correspondem à fórmula i t,0 = (Xt/X0) x 100 :



Taxa de Crescimento Média Anual:

Aplicando a fórmula:



sendo :


r a Taxa de Crescimento Média Anual
k a periodicidade
x o preço do café no primeiro ano
y preço do café no último ano


e tendo em conta que a periodicidade é de 3 pois passam 3 anos, obtemos:






____

Para o cálculo da Taxa de Crescimento Média Anual, usamos os valores relativos, tal como poderíamos ter usado os valores absolutos.

Questão 1

O mau tempo afecta bastante os cafezais brasileiros, o que, pelo facto do Brasil produzir a maior parte do café consumido no mundo, faz com que o preço mundial do mesmo aumente.


Um exemplo deste fenómeno aconteceu no Inverno de 1975, quando fortes geadas destruíram as plantações de café.
Uma libra de café (unidade de medida de massa, equivalente a 0,45359237 kg) custava no mercado de Nova iorque 68 cêntimos de dólar em 1975.
Esse valor passou para 1,23 dólares em 1976 e 2,70 em 1977.
Analistas concluíram que esta subida drástica de preço no curto prazo (até 3 anos após o mau tempo) era normal, pela total incapacidade de se conseguir alterar o número de plantas de café existentes e pelo facto dos consumidores não conseguirem alterar rapidamente os seus hábitos.


Em 1978, o preço começou a descer para os 1,48 dólares, mesmo assim superior ao de 1976.
Este comportamento, de médio prazo, justifica-se pelo facto de já aparecer algum café de novas plantas e pelo facto dos consumidores adquirirem novos hábitos.


Curiosamente, no longo prazo, o preço volta ao seu valor inicial, algo que acabou por acontecer em 1983, segundo os analistas, pelo facto da oferta de longo prazo exibir uma elasticidade infinita, pelo que o preço de mercado reflectiria os meros custos marginais de produção.

BEM-VINDOS

Este blog é dedicado a essa bela arte que é a Economia.

Os primeiros posts serão dedicados à exposição de um trabalho para a cadeira de Introdução à Economia do Curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto.

Esperamos, acima de tudo, que a sabedoria os acompanhe.