Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desemprego. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Resposta à Questão B: A evolução do perfil do desempregado

Sexo
Segundo dados do INE, ocorreu um aumento do número de mulheres desempregadas superior ao aumento do número de homens desempregados nos últimos anos.

Habilitações
Ao nível das habilitações o aumento mais significativo regista-se nos licenciados. Já o número de desempregados com um nível de escolaridade correspondente ao ensino secundário e pós- secundário diminuiu.

Idade
O desemprego dos jovens dos 15 aos 24 anos diminuiu, enquanto nas outras idades o desemprego aumentou, especialmente nos desempregados com mais de 45 anos.

Sector
O número de desempregados há procura do novo emprego aumentou em 31,1 mil indivíduos em relação ao ano passado, 28 mil dos quais são provenientes do sector terciário.


Taxa de desemprego por sexo

Resposta à Questão B: Factores que poderão explicar o aumento das taxas de actividade e de desemprego

A crescente entrada das mulheres no mercado de trabalho, a imigração e o aumento populacional são alguns dos factores que melhor explicam a subida da taxa de actividade.

O progresso tecnológico e o aumento de stock de capital são dois factores que fazem aumentar o número de postos de trabalho. Mas atenção que a inovação também pode contribuir para o desemprego porque torna obsoletos alguns postos de trabalho.

Com o aumento da taxa de actividade seria de esperar que os salários baixassem para que se possam contratar mais pessoas.

No entanto, por um lado, os patrões, geralmente, preferem pagar mais a quem já está na empresa do que contratar pessoal novo. A este salário dá-se o nome de salário de eficiência. É uma espécie de motivação para o trabalhador, o custo de perder aquele emprego torna-se maior devido à improbabilidade de encontrar outro tão bom.
O salário de eficiência é, portanto, um factor que contribui para o aumento do desemprego.

Por outro, lado, os sindicatos impedem a baixa de salários para manter o poder negocial dos trabalhadores.

Para além disso existe um salário mínimo que contribui para a rigidez dos salários.

De certa forma, os sindicatos defendem os interesses dos empregados à custa dos desempregados. No entanto as pessoas empregadas também suportam os custos do desemprego.
Um exemplo disso é o subsídio de desemprego. A duração e o montante do subsídio podem ser um grande motivador do desemprego, se ambos forem elevados.


Outros factores que contribuem para o aumento do desemprego são a falta de informação sobre o mercado de trabalho e a falta de incentivos para a procura de emprego.

Resposta à Questão B: Evolução da Taxa de Actividade e da Taxa de Desemprego

O que é a taxa de actividade?

É a percentagem da população que tem ou procura emprego, por isso, é calculada dividindo o número de activos pela população total. Para dar a percentagem multiplica-se por 100.


E a taxa de desemprego?


Diz-nos a percentagem de desempregados na população activa. Divide-se, portanto, o número de desempregados pelo número de activos e depois multiplica-se por 100.












Tanto a taxa de actividade como a taxa de desemprego têm vindo a subir nos últimos anos. De 2000 a 2006 verifica-se uma subida de 1,7 pontos percentuais na taxa de actividade e uma subida de 3,9 pontos percentuais na taxa de desemprego.

Como se pode verificar, o crescimento de número de desempregados é mais acentuado do que o aumento do número de pessoas activas.

Dados do INE estimam que no terceiro trimestre de 2007 a taxa de desemprego tenha subido para 7,9%, mais 0,5 pontos percentuais que a taxa do mesmo trimestre no ano passado (taxa homóloga).A taxa de actividade estima-se que tenha subido para 62,9%, ou seja, um crescimento em 0,3 pontos percentuais em relação ao terceiro trimestre de 2006.

Resposta à Questão B: População Activa, População Inactiva, Desempregado e Empregado

Para se perceber de onde vêm as taxas de actividade e as taxas de desemprego é preciso, em primeiro lugar, perceber quem faz, afinal, parte da população activa e que quem faz parte da população inactiva. De seguida é importante apreender que o conceito de desempregado não é assim tão básico como isso e obedece a três condições.

Desempregado é o indivíduo, que num período de referência, não possui emprego, está activamente à procura de emprego dando provas disso no Centro de Emprego e está apto e disponível para trabalhar.

Empregados são todos aqueles que exercem uma actividade remunerada, ou seja, que têm um emprego.

À população activa correspondem todas as pessoas, que num período de referência, manifestam disponibilidade para trabalhar. Ou seja, os activos são a mão-de-obra disponível para produzir bens e serviços que entram no circuito económico.

Como se pode ver no diagrama, a população activa engloba os desempregados e os empregados.

Todos os indivíduos que, no período de referência, não estão empregados nem desempregados são considerados inactivos. Inclui todos aqueles que não estão aptos para trabalhar ou que não procuram emprego.

Se você não tem emprego mas também não está à procura não é desempregado, é inactivo.

Se lhe é oferecido um emprego mas não o aceita porque considera o salário insuficiente não é desempregado, é inactivo.

Se é estudante, reformado ou criança é inactivo.

Questão B: Desemprego

DN, 17 de Novembro de 2007

Desemprego cresce com mais gente disponível para trabalhar

A economia portuguesa continua a mostrar-se incapaz de dar resposta ao aumento da população activa, ou seja, o universo de pessoas que estão disponíveis para trabalhar. No terceiro trimestre deste ano, o número de empregados cresceu 0,3% em termos homólogos, menos do que a população activa, que aumentou 0,7%. Resultado: o número de desempregados subiu 6,5% para 444,4 mil, próximo do máximo histórico de 460 mil, atingido no 1º trimestre deste ano. No total, são mais 27 mil desempregados do que em igual período do ano passado.

Mas quem são estes novos desempregados? Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), são mais mulheres do que homens e a maioria tem mais de 45 anos. Embora o número de licenciados não seja negligenciável, são sobretudo pessoas com um baixo nível de qualificação que perderam o emprego no último ano. E quase todos trabalham no sector dos serviços.


Perguntas:

*Qual a diferença entre activos/inactivos, empregados/desempregados?

*Qual a evolução da taxa de actividade e da taxa de desemprego nos últimos anos, em Portugal?

*Que factores poderão explicar esse comportamento?

*Qual a evolução ocorrida em termos do perfil dos desempregados?