sábado, 26 de abril de 2008

Duo SãoLindas - Ai que é poesia é!

Uma chama-se São outra chama-se Linda, juntas fazem poesia!

A alegria de viver, a emoção de um beijo afogado junto a um poste, o conforto de vestir ganga da cabeça aos pés, as saídas com os amigos como se fossem para manifes e a poesia que existe em pregar um prego na parede estão retrados neste vídeo com coreografias extraordinárias.



Poesia é viver e viver é poesia...
Fiquem a pensar nisto...
Amanhã sereis de certeza melhores pessoas.

Eu tenho de ir ali segurar uma parede mas venho já...

A Zundapp 3 Dele

O vídeo que se segue é para:
os que gostam da Rihanna;
os que não gostam da Rihanna;
os que gostam da música Umbrella;
os que já não podem ouvir a música Umbrella;
os que não fazem ideia do que estou a falar...
mas principalmente para quem se quer rir um bocadinho com uma letra fora de série.

Peço especial atenção para rimas como:
Miguel com papel;
mecânico com pânico e
concorrência com fdhfkjshfuisdgrande potência.

E os efeitos especiais?
Mas que nível!
Se a câmara tinha, acreditem que eles utilizaram! A isto chama-se explorar todas as potencialidades do material....
Alguém devia era ter-lhe dito que geralmente não usam todas no mesmo projecto, mas deixem lá que com tanta coisa estranha ninguém nota.




E amigos, mais auto-estima porque este vídeo não é, claramente, só para quem gosta...

Quando estou em cima da minha zundapp, ape, ape, 3, 3, 3...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Pedidos Oportunos

Vou contar-vos uma história.
Ela é verídica, mas vamos fazer de conta que a retirei de um cartoon só para parecer um bocadinho menos surreal.

Então, a heroína da nossa BD acorda de repente já passava da meia-noite. Ouve um barulho agudo e compreende que foi isso que a despertou.
Depois de algum tempo a tentar perceber de onde o som vinha, apercebe-se que só pode ser o alarme de incêndio vindo do patamar do prédio.
É com alguma surpresa que repara que aquele ruído é mesmo poderoso e é provavelmente passível de ser percepcionado por surdos.
É com alguma aflição que interioriza que o prédio onde mora está a arder.
Robe, chaves do carro e chaves de casa. É tudo aquilo em que pega antes de sair para a rua com a família.
Os bombeiros são rápidos mas as labaredas são tão altas que a perda da casa e de quase tudo o que têm parece eminente.
Ronda as 2h da manhã. A avenida está apinhada de gente.
Moradores aflitos há muitos, bombeiros mais de 60, a TVI chegou quase antes dos bombeiros e os outros órgãos de comunicação social também já se apressaram ao local.
E mirones? há?
Sempre.

No final da nossa história a heroína fica muito abalada mas nada acontece à sua casa, felizmente.
Muitos outros vizinhos não tiveram a mesma sorte.

E agora mesmo no finalzinho da nossa história não vos vou falar da personagem que ligou primeiro para a TVI e só depois para o 112.
Podia, mas esta história tem alguém mais interessante.

Então... a nossa heroína olha em estado de choque e completamente devastada para o bonito prédio em que vive, agora tenebroso, quando uma senhora simpática se aproxima e lhe pergunta com curiosidade:
-A menina é moradora?
-...Sim...sou. - Diz com um olhar de tristeza ainda assarapantada.
- Pois é. Que desgraça que isto foi! Eu filmei tudo aqui com o meu telemóvel! Já agora, oh menina, ensine-me aqui como é que se vê vídeos no telemóvel...

The END

Ele há gente com a sensibilidade e o tacto do tamanho de um cromossoma, mas com muito, muito menos informação.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Anatomia de um Momento Estranho

Somos um ser bio-psico-social.

É esta a explicação que a Psicologia conseguiu para o comportamento do Homem. Esta mísera explicação… A verdade é que a Psicologia falhou e, ainda hoje, continua por desbravar esse mundo obscuro que é o cérebro humano. O primeiro passo deveria passar por reconhecermos que o comportamento humano encontra-se muitas vezes no limiar do paranormal.

Edgar Morin diz que jamais conseguiremos perceber o outro porque jamais estaremos dentro da cabeça dele. Mas será que nem Morin percebeu que nem o outro se percebe a ele mesmo? De que adiantaria entrarmos na cabeça dele? O resultado seria certamente catastrófico.

Todos os dias nos deparamos com momentos inexplicáveis. O mundo académico é especialmente fértil em comportamentos estranhos (sem querer menosprezar outras paragens com grande potencial). Eles nascem de simples comentários, dúvidas, pequenos gestos… São momentos que merecem o nosso silêncio e reverência, fazem-nos abrir a boca e esquece-la nessa posição, o nosso cérebro pára. Sentimo-nos perdidos e perguntamo-nos “o que é que acabou de acontecer?”. Há troca de olhares, há risos contidos, há risos que inevitavelmente acabam por se soltar.

De repente, os neurónios acordam e, num frenesim, começam a aplicar fórmulas que a Psicologia ensinou. Pode ser que desta vez funcione: Que percentagem do “bio” terá contribuído para lhe sair tamanha alarvice pela boca fora? Ah, não, espera! Isto é com certeza obra da sua “experiência de vida”, a sacana!

Mas nenhuma conclusão parece surgir no horizonte…Lembramo-nos de Morin, a reencarnação de Jesus Cristo, e da sua capacidade de tolerância. Seguimos-lhe as pisadas e simplesmente nos conformamos que nunca entenderemos.

That’s life!