No curto prazo, verifica-se uma diminuição da oferta, devido ao mau tempo que afectou os cafezais brasileiros. Ora, diminuindo a oferta e mantendo-se a procura, os preços aumentam (de 0,68 para 2,70 dólares).
Em relação ao ano base (1975), a curva da oferta desloca-se, portanto, para a esquerda (visto a quantidade oferecida diminuir) e para cima (uma vez que o preço aumenta). Assim, para cada valor de quantidade oferecida, o preço será muito superior ao de 1975.
A curva da oferta é muito rígida porque, como é habitual no curto prazo, os produtores são incapazes de aumentar os seus factores de produção de trabalho, neste caso, as plantas de café. Logo, o aumento dos preço não influi na quantidade oferecida.
A procura, por seu lado, manteve-se devido ao “facto dos consumidores não conseguirem alterar rapidamente os seus hábitos”. A procura é, portanto, muito rígida/inelástica, o que quer dizer que a quantidade procurada não é influenciada pelas oscilações do preço. Esta é, aliás, uma tendência que se verifica usualmente no período curto, pois as pessoas não têm tempo para se adaptarem e reagirem às variações do preço. A procura inelástica representa-se numa recta vertical.
O preço de equilíbrio, sendo o ponto de intersecção das duas linhas, isto é, o preço a que a quantidade oferecida e procurada são iguais, evidencia os fenómenos indicados anteriormente: o preço de equilíbrio será sempre aquele a que é vendido o café, já que os consumidores estão dispostos, no curto prazo, a pagar qualquer preço.