No quadro e no gráfico, é apresentada a evolução do Produto Interno Bruto a preços constantes, entre 2000 e 2007, de acordo com dados do Banco de Portugal. Por preços constantes entende-se que o PIB é calculado tendo como base o Índice de Preço ao Consumidor de um determinado ano base (neste caso, 2000). Assim, é retirado ao PIB o efeito da inflação dos anos seguintes a 2000, obtendo-se o PIB real e não a preços do mercado/correntes.
Qual a evolução, nos últimos anos, do contributo da procura externa e das várias componentes da procura interna para o crescimento?
Em primeiro lugar, importa esclarecer quais as componentes que influem no Produto Interno Bruto.
O PIB é igual à soma da Procura Interna e das Exportações Líquidas.
Consumo Privado, Consumo Público e Investimentos são as três componentes que constituem a Procura Interna.
Já Exportações Líquidas é o valor da diferença entre Exportações e Importações
Nos últimos anos, os contributos da Procura Interna e das Exportações Líquidas para o PIB variam acentuadamente de ano para ano. O quadro e gráfico mostram essa evolução, de acordo com dados do Banco de Portugal.
O PIB registou decréscimos sucessivos de 2000 até 2003, atingindo -1,2. Em 2004, regista-se finalmente um crescimento do PIB, para 1,3. Este crescimento deveu-se essencialmente ao contributo da Procura Interna (2,2), já que as Exportações Líquidas revelam resultados negativos (-0,9).
Em 2005, o PIB sofre novo decréscimo (0,3), apesar de não chegar a valores negativos. A regressão do PIB deve-se à redução da Procura Interna (0,7), mas o facto de não atingir valores negativos justifica-se pela diminuição do contributo negativo das Exportações Líquidas, que passou de -0,9 para -0,3.
Em 2006, o PIB aumenta nove décimas de um ponto percentual, um crescimento que se deveu essencialmente ao contributo das Exportações Líquidas: mais de três quartos do crescimento do PIB foram responsabilidade das Exportações Líquidas, tal como diz a notícia do Público, baseada no Boletim Económico de Outono, publicado pelo Banco de Portugal, e como se constata no gráfico e na tabela.
Em 2007, ao contrário do que previa o Banco de Portugal no Boletim Económico do Verão, o contributo da Procura Interna foi o dobro do das Exportações Líquidas.



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