domingo, 16 de março de 2008
Ela é Made in Portugal
Hello! Hello!
Desde pequenas que temos vindo a reparar no escandalosamente elevado número de criaturas bizarras.
Já nos perguntámos várias vezes como é que podem existir pessoas assim mas nunca obtivemos uma resposta concreta.
A minha teoria (eu tenho muitas teorias) é que eles não são de cá.
De vez em quando parecem ser mas não são.
Vocês por acaso já se perguntaram quem é que um dia pensou que os ovos se calhar até davam um bom alimento?
Lembrem-se de onde é que eles saem e depois pensem na primeira pessoa que decidiu comer aquilo.
Lá está. Foi uma pessoa estranha.
Fica aqui a nossa homenagem a esta espécie à parte.
Aos que conhecemos pessoalmente e àqueles que pedimos, com fervor, ao Senhor para que nunca passem pelo nosso caminho.
O Ele Há Gente Estranha promete partilhar convosco as relíquias que vamos vendo, ouvindo, encontrando e, muitas vezes, sentindo na pele.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Resposta à Questão C: Controlo da inflação
Como será possível controlar a inflação?
O controlo da inflação é conduzido por um dos principais instrumentos da Macroeconomia: a política monetária. Nos países europeus que aderiram ao €uro, a política económica é levada a cabo pelo Banco Central Europeu, que é quem efectua a gestão da moeda, das taxas de juro e do sistema bancário.
O controlo da moeda em circulação é fundamental para a estabilidade dos preços. Se houver grande circulação de moeda, há maior poder de compra e, assim, aumenta a inflação. Neste caso, a política monetária centrar-se-á em aumentar as taxas de juro, que fará diminuir os pedidos de crédito e, logo, a procura de dinheiro. O investimento e o consumo caem. Com menos procura, a inflação desce.
Mas suponhamos que estamos perante uma queda da actividade económica. Neste caso, a política monetária actuará no sentido da redução das taxas de juro, que aumentará a circulação de moeda, estimulando o consumo, o crescimento do produto, a actividade económica.
Resposta à Questão C: Evolução da Taxa de Inflação no Século XXI
Qual a evolução taxa de inflação no século XXI?
O quadro e o gráfico mostram a evolução da Taxa de Inflação, de
Depois de registar um acentuado aumento de 2,9 para 4,4%, a inflação tem vindo a descer desde 2001, sendo o decréscimo mais acentuado o que ocorreu entre 2003 e 2004, de nove décimas de um ponto percentual. De 2004 para
Quais os sectores da economia que foram os responsáveis por essa evolução e quais os que contrariaram essa tendência?
Para se proceder à análise dos principais sectores que contribuíram para a formação da taxa de inflação homóloga (taxa que compara o nível do IPC de um mês com o do mesmo mês no ano anterior), usaram-se os valores calculados em Setembro dos vários anos, já que a referência que nos é dada na notícia do Jornal de Negócios é a do contributo dos vários sectores no mês de Setembro. Os dados são do INE.
Em
A única contribuição negativa foram as Comunicações.
O comportamento dos Transportes e das Comunicações mantem-se, com algumas excepções, nos anos seguintes.
Em Setembro de 2004, o maior contributo foi dado pelos Transportes e pelos Restaurantes e hotéis, que representaram cerca de 47% da variação homóloga total. A maior contribuição negativa foi dada pelo Vestuário e calçado, mas também pelas Comunicações, ainda que de forma menos acentuada.
Em Setembro de 2005, o maior contributo para a formação do IPC foi dado pelos Transportes (54%). O único contributo negativo foi o dos Produtos alimentares e bebidas alcoólicas.
Em Setembro de 2006, os sectores que mais influíram na variação do IPC foram os Produtos Alimentares e bebidas não alcoólicas, Vestuário e calçado e Transportes, com uma contribuição de 53%.
As únicas contribuições negativas foram dadas pelo Vestuário e calçado e pelas Comunicações, que justificaram cerca de 25% na variação do IPC.
De acordo com dados do INE, a Saúde, Habitação, Àgua, Electricidade, Gás e outros combustíveis e os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas justificaram, no seu conjunto, cerca de 52, 4% da variação da taxa de inflação homóloga.
A única contribuição negativa foi dada pelo sector das Comunicações, tal como tinha acontecido, em 2006. Em 2007, acontece pela primeira vez, desde 2003, de o sector dos Transportes não estar entre os que mais contribuíram.
Resposta à Questão C: Importância do Controlo da Taxa de Inflação
Qual a importância para o país do controlo da taxa de inflação?
A inflação corresponde a um aumento generalizado dos preços.
A taxa de inflação é a variação percentual do Índice de Preços ao Consumidor.
A situação ideal para a economia do país é aquela em que os preços são estáveis ou crescem a um ritmo muito lento. A inflação deve ser mantida num nível inferior aos 2%. Samuelson explica que “a maior parte dos países procura portanto uma média virtuosa entre a completa estabilidade dos preços e uma inflação elevada, promovendo uma subida suave dos preços como a melhor forma de permitir que o sistema de preços funcione eficientemente”.
Sem controlo da taxa de inflação não pode existir estabilidade de preços nem do rendimento disponível das famílias. Estes factores influenciam o poder de compra, o consumo e a poupança privada.
Uma inflação muito alta reduz o poder de compra das pessoas, que vêem o seu dinheiro desvalorizar-se dia após dia: a mesma quantidade de dinheiro já não chega para comprar a mesma quantidade de um determinado produto.
Além disso, se os preços se tornam mais altos, a procura dos produtos nacionais no exterior vai reduzir-se, pelo que as exportações decrescem também e o país perde capacidade de competitividade nos mercados internacionais. Se as exportações descem, também o crescimento económico se ressentirá, já que as exportações líquidas são um dos factores que determina o PIB.
Se numa primeira fase, isto afecta apenas as empresas exportadoras, rapidamente se propaga a outras empresas dependentes das primeiras, que forneçam, por exemplo, matéria-prima.
Uma inflação muito alta gera desconfiança face ao dinheiro. Como diz Samuelson, “a rápida variação dos preços distorce as decisões económicas das empresas e dos indivíduos”. Em períodos inflacionistas, os investimentos retraem-se, pois as empresas e mesmo os particulares têm dificuldades em avaliar correctamente a rentabilidade dos mesmos. Como afirma António Eduardo Pereira, “quanto mais o nível da inflação se aproximar da taxa de juro líquida nominal que os aforradores podem obter como remuneração das suas poupanças, menor será a taxa de juro líquida real e, consequentemente, menor será o incentivo à poupança”.
Mas não é só o aumento generalizado dos preços que prejudica o nível de vida das pessoas. A descida geral do nível de preços, isto é, a deflação, também tem consequências negativas. Vejamos porquê: se os preços descem continuadamente, a procura cessa devido à expectativa criada nas pessoas de que no dia seguinte os preços estarão ainda mais baixos; as empresas perdem lucro e, como consequência, despedem pessoal, aumentando o desemprego…o crescimento económico regride.
Já preços estáveis criam confiança na economia, pelo que há mais investimentos das empresas, maior crescimento económico e mais emprego.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Questão C: Inflação
Jornal de Negócios, 15 de Outubro 2007
Inflação permanece nos 2,1% em Setembro
A taxa de inflação em Portugal ficou inalterada nos 2,1% em Setembro, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A Saúde, a Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e os Produtos alimentares e bebidas não alcoólicas foram as que apresentaram as contribuições positivas mais significativas para a formação da taxa de variação homóloga, justificando cerca de 52,4% da variação registada pelo IPC."A única contribuição negativa verificou-se ao nível das Comunicações. As restantes classes contribuíram com sinal positivo para a formação da taxa de variação homóloga"; refere o INE.
Perguntas:
*Qual a importância para o país do controlo da taxa de inflação?
*Qual a evolução dessa taxa no século XXI?
*Quais os sectores da economia que foram os responsáveis por essa evolução e quais os que contrariaram essa tendência?
*Como será possível controlar a inflação?
Resposta à Questão B: A evolução do perfil do desempregado
Segundo dados do INE, ocorreu um aumento do número de mulheres desempregadas superior ao aumento do número de homens desempregados nos últimos anos.
Habilitações
Ao nível das habilitações o aumento mais significativo regista-se nos licenciados. Já o número de desempregados com um nível de escolaridade correspondente ao ensino secundário e pós- secundário diminuiu.
Idade
O desemprego dos jovens dos 15 aos 24 anos diminuiu, enquanto nas outras idades o desemprego aumentou, especialmente nos desempregados com mais de 45 anos.
Sector
O número de desempregados há procura do novo emprego aumentou em 31,1 mil indivíduos em relação ao ano passado, 28 mil dos quais são provenientes do sector terciário.
Taxa de desemprego por sexo